Universal Channel Apresenta: A Casa Monstro

A Casa Monstro até que me surpreendeu!

Por: AriBL

Está "em cartaz" no Universal Channel a animação juvenil de terror A Casa Monstro, com as vozes originais (sim, o desenho está legendado).

Primeiro, preciso explicar que não sou muito adepto a filmes de terror. Verdade, não gosto muito deste estilo. Vou tentar explicar isto, mas já aviso que isto é tão inexplicável quanto os próprios filmes de terror em si. Para mim, é necessário que o roteiro tenha alguma lógica, ou pelo menos se justifique para quando algo "extraordinário" venha a acontecer. Deu nó, né?... Humm, vou citar um exemplo: Em Carros, na última corrida, um pneu do McQueen estoura a poucas voltas do final. O Safety Car entra na pista, e a troca de pneus deve ser rápida! E o único a poder fazer isto é o Guido (o guincho da loja de pneus do Luigi). E o Guido troca os 4 pneus do McQueen mais rápido do que uma inteira equipe de profissionais! Não soou meio ilógica esta cena? Mas um olhar mais atento ao filme nos dá uma resposta! Alguns capítulos antes, depois do Relâmpago ter terminado de pavimentar a rodovia, tem uma cena em que Guido, "brincando" de Pit Stop com o próprio Relâmpago McQueen, coloca os pneus de faixa branca! Embora a cena final tenha sido surreal, ela foi explicada no meio do enredo.

Voltando aos filmes de terror, este tipo de explicação não acontece muito não... Não tenho uma memória tão fotográfica assim, mas perdi a conta dos sem números de filmes de terror que assisti (a long time ago...) em que o "vilão" da história fica pregando sustos, fazendo perseguições, e no final, mata um monte de gente, ou faz coisas que poderia ter feito no começo e resolvido o problema. Aí eu ficava me perguntando: Se era só fazer isso, por que fez logo?? Por que demorou tanto? Ah! Deve ser por que o ideal é nos prender as 2 horas, e quem vai assistir filmes de terror quer levar sustos, confere? Não comigo! Parei de ver...

Até ontem! Sou fã de animações (este sim, estilo que sou muito adepto), mas quando vi o começo de A Casa Monstro fiquei curioso. É que na tal casa, há um velhinho muito assustador... Sem brincadeira, o cara era a cara do Gollum, de Senhor dos Anéis, só que um pouco mais velho. Por que ele tratava as crianças daquele jeito? E essa pergunta me perseguiu até o final.

Tá certo que, como em todo filme de terror, tem coisas que não se explicam. Por exemplo, o objetivo da casa era engolir pessoas e coisas que a incomodavam. E de repente você vê objetos sumirem através da grama... Pergunto: Por que a casa não usava a mesma ferramenta para sumir com as crianças através da grama? Enfim...

O gráfico do filme não é lá essas coisas. Um dos garotos (esqueci o nome dele, mas é o melhor amigo do personagem principal, o DJ), parece aquele bebê dançarino daquele antigo descanso de tela, lembram? E o filme é um tanto quanto escuro, mas isto pode ser explicado pelo fato de ser um filme de terror...

Fora isso, até que o filme diverte. Tem cenas de ação interessantes, não é de ficar dando sustinhos, e no final tem uma explicação plausível. Então, para quem não esperava nada, até que fiquei surpreso. Não, não é uma obra prima. O filme, como já disse, é juvenil, projetado para jovens de 10 a 16 anos. Mas é um pipocão para as horas vagas... Pra quem gosta dos estilos!



Escrito por Humm... Não Sei Não... às 09h24
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Lars Von Trier - Anticristo

Título original: Antichrist - Diretor: Lars Von Trier

Elenco: Willem Dafoe e Charlotte Gainsbourg

Classificação: Não recomendado para menores de 18 anos

Por: Mari

Acho que, primeiro, é bom eu dizer que o Lars Von Trier me assusta.

Eu quase não sobrevivi "Dançando no escuro". Os fans que me perdoem,mas que filmezinho sofrível, eu queria é que a Bjork morresse e parasse de cantar. Eu nunca mais consegui ouvir ela. Pior é que eu fiz minha mãe assistir comigo. Ela me pediu pra trocar de filme umas 15 vezes, tadinha. E a idéia de 2h com a Nicole Kidman e fita crepe (nada contra a fita crepe em si, não se faz nada no cinema sem crepe, mas só com ela?)* é tão terrível pra mim que Dogville tá na minha lista de filmes para assistir há mais de 3 anos e eu ainda não cheguei nem perto.

Dito isso vocês devem estar se perguntando o que me levou a assistir "Anticristo", no cinema ainda por cima. Eu não sei bem, provavelmente a soma do nome com o Dafoe. Eu sei que passei a semana tentando desligar o Lars Von Trier do filme na minha cabeça e hoje, finalmente, fui assistir.

Sofri bastante no início. Me parecia que a primeira parte do filme não ia acabar nunca e os meus preconceitos atrapalharam bastante também (vamos combinar, cameraman com Parkinson acaba com qualquer um), mas, depois de um tempo, eu me entreguei a experiência como só a sala escura (e mágica) do cinema nos permite e... bem, foi nojento. Assustador. Terrível. Eu quis morrer várias vezes, sair do cinema ainda mais e quase vomitei meu cérebro, mas digo isso da melhor forma possível. Foi brilhante. Mais do que um filme, foi uma experiência. O filme era para ser nojento e assustador e Lars Von Trier conseguiu isso, conseguiu a reação que ele queria. Mesmo para quem entende aonde ele quer chegar muito antes do final, o filme é surpreendente. Then again, talvez eu tenha achado isso porque não conheço o trabalho dele, mas o que importa é que o filme me conquistou. Eu sai do cinema com o estômago embargado, o almoço entalado na garganta e com um pouquinho (mais) de medo da humanidade, achando que por mais mágica (ou terrível) que tivesse sido a experiência eu não conseguiria rever o filme.

20 minutos de caminhada, meio litro de coca-cola e alguns cigarros depois eu tava louca para correr de volta para o cinema e revê-lo. Agora sem os preconceitos que me fizeram "perder" a primeira parte do filme, porque, depois que meu almoço voltou ao lugar certo, eu percebi que até mesmo o Parkinson-man fazia sentido, completava o filme da sua maneira bizonha.

Não se enganem, no entanto, Lars Von Trier ainda me assusta. Eu confesso que tenho os meus daddy-issues, mas eles nem se comparam à complexidade dos problemas do diretor com as mulheres. A mãe dele devia dar marteladas na cabeça dele quando ele era pequeno.

Ame ou odeie; divirta-se ou sofra com as loucuras de Vonvon, mas assista o filme, é uma experiência rara no cinema.

* Dizem as más línguas que não é crepe que faz as demarcações de espaço em Dogville, mas giz. Eu não saberia dizer - sempre supus que fosse crepe porque, como disse, não se faz cinema sem ela -, mas em reconhecimento à importância da crepe nas nossas vidas, resolvi deixá-la no texto.



Escrito por Humm... Não Sei Não... às 08h11
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