Bastardos Inglórios

Bastardos Inglórios (Inglourious Basterds, 2009, Quentin Tarantino)

Com: August Diehl (Major Dieter Hellstrom/King Kong), Brad Pitt (Lt. Aldo Raine), Christoph Waltz (Col. Hans "The Jew Hunter" Landa), Daniel Brühl (Frederic Zoller), Diane Kruger (Bridget Von Hammersmark) , Eli Roth (Sgt. Donnie Donowitz), Jacky Ido (Marcel), Julie Dreyfus (Francesca Mondino, a amante de Goebbels), Martin Wuttke (Hitler), Melanie Laurent (Shosanna Dreyfus), Michael Fassbender (Lt. Archie Hicox), Rod Taylor (Winston Churchill), Sylvester Groth (Joseph Goebbels), Til Schweiger (Sgt. Hugo Stiglitz).  

Por: J.T. Cevallos

"Bastardos Inglórios" é um filme típico de Tarantino: uma história singular, diálogos geniais e cenas fantásticas. Desta vez, a história trata das aventuras de um bando de soldados judeu-americanos (os "bastardos" do título)  que se infiltram na França ocupada pela Alemanha, com o objetivo de matar a maior quantidade de soldados nazistas e com a maior crueldade possível.

Apoiado na interpretação magistral de Christoph Waltz (Coronel Hans Landa), que rouba a cena quando aparece, Tarantino nos brinda com o que tem de melhor. Cenas que iniciam tranqüilas, com diálogos excepcionais onde a tensão é um constante crescendo e antecedem uma explosão de violência que nos deixa atônitos e liberam o nosso fôlego, preso até agora. Brad Pitt (Tenente Aldo Raine), líder do grupo, está bem no filme, mas é reduzido a um coadjuvante de luxo quando aparece a figura do Cel. Landa, o Caçador de Nazistas, com sua inteligência aguçada, poliglota e cruel como só os nazistas dos filmes de guerra podem ser. São dele as melhores falas e sem sombra de dúvida, o filme cresce quando ele aparece em cena. Uma constelação de atores desconhecidos, mas de excelente nível, dão credibilidade aos diversos personagens que passam por nossos olhos.

Curioso notar que embora o título do filme nos leve a crer que vamos assistir às aventuras incríveis e cruéis  do bando, não é neles que se concentra o foco da história. Eu diria até que faltou tempo para desenvolver mais cada um dos integrantes dos "Bastardos" pois, para isso, Tarantino teria que fazer dois filmes, como fez com Kill Bill. Entretanto, somos mais do que recompensados com as aparições do Cel. Landa (Christoph Waltz), o assédio do jovem herói alemão Frederik Zoller (interpretado por Daniel Brühl), um nazista cinéfilo (!), tentando conquistar o coração da jovem Shosanna Dreyfus (interpretada por Melanie Laurent) e a diva e agente duplo Bridget von Hammersmark (interpretada por Diane Krueger).

Como sempre, além dos diálogos excepcionais, temos também uma amostra da marca registrada de Tarantino, na sua fixação por pés (no caso, a diva von Hammersmark, conduzida ao papel de Cinderela) . Diretor com altos e baixos, Tarantino parece deixar um recado para o mainstream, quando Shosanna afirma que na França "... todos os Diretores são respeitados, até os alemães.".

Com "Bastardos Inglórios", com seus diálogos, grandes interpretações, cenas fortes e violentas, Tarantino recupera o status de grande cineasta que havia perdido com o relativo fracasso comercial de "Grind House". "Inglourious Basterds" (“bastards” grafado errado propositalmente ), está longe de ser a sua auto propagada obra-prima, mas é deveras gratificante ter de volta o velho Tarantino de "Cães de Aluguel" (Reservoir Dogs, 1992), este sim, a sua obra-prima e pela qual será relembrado no hall da fama de Hollywood e pelos seus incontáveis fãs.

Nota 4 de 5.



Escrito por Humm... Não Sei Não... às 15h09
[] [envie esta mensagem] []



9 - A Salvação

O que não funcionou em 9 – A Salvação?

Por: AriBL

Tim Burton, o produtor, reconhecidamente gosta do experimental. Sempre se divertiu produzindo ou dirigindo filmes de terror com comédia, sempre foi fã de filmes trash. Vide os Fantasmas de Divertem, Marte Ataca!, Noiva Cadáver ou mesmo A Lenda do Cavaleiro sem Cabeça. Mas ele fez coisas grandiosas também: Vide Peixe Grande e Edward Mãos de Tesoura.

Shane Acker, o diretor, tinha feito um curta, 9, sobre o mesmo assunto, e chegou a ser indicado ao Oscar por este trabalho.

Pelo histórico e pelo marketing, dá para ter uma idéia que realmente é o nome do filme? Acho que muitos, eu incluso, não saberíamos nem dizer quem era o diretor... E eu não duvido em nada o volume de pitacos do Tim que Shane teve que aceitar, afinal, Tim é o cara da grana. Então, por menos lógico que isto soe, Tim Burton passa agora a ser o grande responsável pela versão final de 9 – A Salvação, ok?

Muito bem, com essa premissa em mente, pergunto de novo: O que não funcionou em 9 – A Salvação?

Não é que o filme seja ruim. Em termos de ação é até divertido. O clima tenso, tenebroso, as fugas dos 9 bonecos e seus conflitos diante do fim da humanidade gera questões interessantíssimas, mesmo sendo pouco aproveitadas, e algumas mal respondidas.

Parece que em 9, Tim Burton usa fórmulas que soam repetidas. Não sei dizer se esta era uma oportunidade para quebrar um pouco o ritmo místico / espiritual que ele gosta de permear em suas produções, mas em minha opinião, não fazer isso "matou" uma grande oportunidade, fazendo como que o filme terminasse de maneira padrão.

Em termos gerais, para aqueles que não viram o filme e querem apenas opinião, ler até aqui está de bom tamanho. Mas não dá para falar mais do filme sem citar partes importantes do roteiro. Então, se não quer estragar a surpresa, pare por aqui...

Algumas coisas ficaram em aberto no filme: Por que "A Máquina" tinha aquela obsessão pelos bonecos? O que fez com que "A Máquina" estivesse adormecida? Por que ela precisava do amuleto?

É interessante notar que o filme começa bem com a linha Homem versus Tecnologia, mas quando entrou no campo místico, o negócio desandou. Era quase que uma solução maia para um problema pós moderno. Por que aquele final, com as alminhas dos bonequinhos mortos? Lars Von Tryer ou Quentin Tarantino não teriam perdoado: Morreu? Então acabou. Não quero ceninhas bonitinhas, libertando os pobres que se sacrificaram por uma causa maior. Mas tinha que ter aquele vôo de almas? Fala sério...

Também quiseram fazer simbologias no filme. Cada um dos 9 bonecos carregam em si uma das principais características do cientista. Pode ver: Tinha medo, coragem, obsessão, curiosidade, liderança, inteligência, memória, criatividade e brutalidade. Em partes, isto é até interessante, mas fica meio que jogado em apenas 1 hora e 20 minutos de filme. Mesmo por que era necessário explicar melhor donde surgiu a "personalidade" d"A Máquina". Aquele papo do cientista ter sido traído pelo sistema não convence.

Acho que eu estou criticando muito. Afinal, o filme tem seus méritos. Mas é muito mais um filme entretenimento do que uma crítica, uma lição, um aviso ou coisa que o valha. É que por se tratar de Burton, com seu histórico, sempre se espera mais. Ou talvez, minha premissa acima esteja errada, ele deixou mesmo a direção na mão do Acker, e eu supervalorizei este lançamento...



Escrito por Humm... Não Sei Não... às 14h34
[] [envie esta mensagem] []



[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]





Meu perfil
BRASIL, Sudeste, SAO PAULO, PARQUE DOROTEIA, Homem, Portuguese, English, Cinema e vídeo, Esportes


Histórico
    Votação
    Dê uma nota para meu blog


    Outros sites
    UOL - O melhor conteúdo
    Google
    AriBL no Twitter
    Dicas de Espanhol!
    Mais Novidades? VejTudo!